Há uns tempos que não escrevia nada. Tive uma semana muito comprida em termos de trabalho com um horário das 9 às 23 e, como tal, a cabeça não produzia nada de jeito em termos criativos. Vamos ver se melhorou.
Até cheguei a preparar um texto (só na cabeça) sobre o dia dos namorados mas como já passou a febre comercial não vou meter-me nesses caminhos.
Como o assunto onde estou mais à vontade sou eu (apesar de por vezes duvidar disso) vou falar sobre mim.
Aqui há uns tempos, toda e qualquer manifestação de sentimentos ou sensibilidade, da minha parte, era cortada logo à raiz, ou seja, não havia manifestação. Nos últimos tempos tenho conseguido abrir-me mais, com a ajuda de pessoas muito boas e que têm toda a minha gratidão e hão-de ter.
Uma dessas pessoas continua a olhar para mim da mesma maneira que olhava antes e tem dificuldades em perceber que eu mudei muito, apesar de não parecer. O amor dessa pessoa tem feito milagres (apesar de não ser incondicional) e tem-me ajudado muito a ultrapassar obstáculos complicados, segundo os padrões da sociedade em que vivemos. Essa pessoa também está a fazer um esforço enorme para mudar e, em certos aspectos, parece diferente. Continua é a pensar de mais. Isso há-de passar, espero, e, com isto, percebi que já não estou a falar de mim. Estou a falar de outra pessoa.
Voltando ao assunto deste texto, os meus sentimentos. Hoje em dia dou por mim a olhar para outras pessoas com um sentimento que não sei definir e caracterizar. Acho que sei o que é mas não me apetece esclarecer (ainda não abri completamente). Até a minha sensibilidade está diferente.
Mais do que isto não vou dizer por agora, quem sabe um dia destes abro um bocado mais o meu interior.
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