Monday, March 05, 2007
"Shine On You Crazy Diamond"
Remember when you were young, you shone like the sun.
Shine on you crazy diamond.
Now there's a look in your eyes, like black holes in the sky.
Shine on you crazy diamond.
You were caught on the crossfire of childhood and stardom,
blown on the steel breeze.
Come on you target for faraway laughter,
come on you stranger, you legend, you martyr, and shine!
You reached for the secret too soon, you cried for the moon.
Shine on you crazy diamond.
Threatened by shadows at night, and exposed in the light.
Shine on you crazy diamond.
Well you wore out your welcome with random precision,
rode on the steel breeze.
Come on you raver, you seer of visions,
come on you painter, you piper, you prisoner, and shine!
Um novo dia
Hoje não resisto a pôr aqui uma das músicas que me tocam bem fundo. Para quem quiser ver um "video" da música é favor clicar no título deste post.
Aquarela
Toquinho
Composição: Toquinho/Vinicius de Moraes
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando,
é tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
e se a gente quiser ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá)
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (e descolorirá)
Aquarela
Toquinho
Composição: Toquinho/Vinicius de Moraes
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando,
é tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
e se a gente quiser ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá)
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (e descolorirá)
Friday, February 23, 2007
Balofas Carnes - António Botto
Isto está a ficar muito sério, por isso, nada como um bom poema para borrar a pintura
-->
Balofas carnes de
balofas tetas
caem aos montões
em duas mamas pretas
chocalhos velhos a
bater na pança
e a puta dança.
Flácidas bimbas sem
expressão nem graça
restos mortais de uma
cusada escassa
a quem do cu só lhe
ficou cagança
e a puta dança.
A ver se caça com
disfarce um chato
coça na cona e vai
rompendo o fato
até que o chato
de morder se cansa
a puta dança.
Os calos velhos com
sapatos novos
fazem-na andar como
quem pisa ovos
pisando o par de cada
vez que avança
e a puta dança.
Julga-se virgem de
compridas tranças
mas se um cabrito
de cornadas mansas
abre a carteira e
generoso acode
a PUTA FODE.
-->
Balofas carnes de
balofas tetas
caem aos montões
em duas mamas pretas
chocalhos velhos a
bater na pança
e a puta dança.
Flácidas bimbas sem
expressão nem graça
restos mortais de uma
cusada escassa
a quem do cu só lhe
ficou cagança
e a puta dança.
A ver se caça com
disfarce um chato
coça na cona e vai
rompendo o fato
até que o chato
de morder se cansa
a puta dança.
Os calos velhos com
sapatos novos
fazem-na andar como
quem pisa ovos
pisando o par de cada
vez que avança
e a puta dança.
Julga-se virgem de
compridas tranças
mas se um cabrito
de cornadas mansas
abre a carteira e
generoso acode
a PUTA FODE.
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Friday, February 02, 2007
Gato que brincas na rua - Fernando Pessoa
Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
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Friday, January 12, 2007
Mais um do Botto
Se fosses luz serias a mais bela
De quantas há no mundo: - a luz do dia!-
Bendito seja o teu sorriso
Que desata a inspiração
Da minha fantasia!
Se fosses flor serias o perfume
Concentrado e divino que perturba
O sentir de quem nasce para amar!
- Se desejo o teu corpo é porque tenho dentro de mim
A sede e a vibração de te beijar!
Se fosses água - música da terra,
Serias água pura e sempre calma!
- Mas de tudo que possas ser na vida,
Só quero, meu amor, que sejas alma!
De quantas há no mundo: - a luz do dia!-
Bendito seja o teu sorriso
Que desata a inspiração
Da minha fantasia!
Se fosses flor serias o perfume
Concentrado e divino que perturba
O sentir de quem nasce para amar!
- Se desejo o teu corpo é porque tenho dentro de mim
A sede e a vibração de te beijar!
Se fosses água - música da terra,
Serias água pura e sempre calma!
- Mas de tudo que possas ser na vida,
Só quero, meu amor, que sejas alma!
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Anda vem - António Botto
Anda vem..., porque te negas,
Carne morena, toda perfume?
Porque te calas,
Porque esmoreces,
Boca vermelha --- rosa de lume?
Se a luz do dia
Te cobre de pejo,
Esperemos a noite presos num beijo.
Dá-me o infinito gozo
De contigo adormecer
Devagarinho, sentindo
O aroma e o calor
Da tua carne, meu amor!
E ouve, mancebo alado:
Entrega-te, sê contente!
--- Nem todo o prazer
Tem vileza ou tem pecado!
Anda, vem!... Dá-me o teu corpo
Em troca dos meus desejos...
Tenho saudades da vida!
Tenho sede dos teus beijos!
Carne morena, toda perfume?
Porque te calas,
Porque esmoreces,
Boca vermelha --- rosa de lume?
Se a luz do dia
Te cobre de pejo,
Esperemos a noite presos num beijo.
Dá-me o infinito gozo
De contigo adormecer
Devagarinho, sentindo
O aroma e o calor
Da tua carne, meu amor!
E ouve, mancebo alado:
Entrega-te, sê contente!
--- Nem todo o prazer
Tem vileza ou tem pecado!
Anda, vem!... Dá-me o teu corpo
Em troca dos meus desejos...
Tenho saudades da vida!
Tenho sede dos teus beijos!
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Thursday, January 11, 2007
O Sonho - Sebastião da Gama
Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
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A bunda, que engraçada - Carlos Drummond de Andrade
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda
redunda.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda
redunda.
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Wednesday, January 10, 2007
O Captain! My Captain! de Walt Whitman
O CAPTAIN! my Captain! our fearful trip is done;
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won;
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring:
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up—for you the flag is flung—for you the bugle trills;
For you bouquets and ribbon’d wreaths—for you the shores a-crowding;
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head;
It is some dream that on the deck,
You’ve fallen cold and dead.
My Captain does not answer, his lips are pale and still;
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will;
The ship is anchor’d safe and sound, its voyage closed and done;
From fearful trip, the victor ship, comes in with object won;
Exult, O shores, and ring, O bells!
But I, with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won;
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring:
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up—for you the flag is flung—for you the bugle trills;
For you bouquets and ribbon’d wreaths—for you the shores a-crowding;
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head;
It is some dream that on the deck,
You’ve fallen cold and dead.
My Captain does not answer, his lips are pale and still;
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will;
The ship is anchor’d safe and sound, its voyage closed and done;
From fearful trip, the victor ship, comes in with object won;
Exult, O shores, and ring, O bells!
But I, with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
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Friday, October 20, 2006
Memórias 7
Por todos os bons momentos passados,
Tenho de te dizer que se não existisses
Não haveria tanta alegria nas nossas vidas.
Por todas as horas em que sofreste
À nossa cabeceira a mimar-nos
Sempre que estivemos doentes.
Tu!
Sim tu!
Não finjas que não entendes este agradecimento
Apesar de não teres nunca mostrado
Sei que rejubilaste com os nossos sucessos
E que sofreste com os fracassos,
Mais que nós próprios.
Nunca nos disseste para não seguirmos as nossas opções
Apesar de não concordares com algumas,
Sempre estiveste presente!
Nunca nos abandonaste,
Preferiste abdicar de ter uma vida mais activa,
De te divertires com os teus amigos
Para nos aturares os caprichos.
Sei que estás a pensar “Que exagero!”
Mas não é!
Por tudo isto e por tudo o que não disse
Obrigado MÃE !
05 ABR 96
Tenho de te dizer que se não existisses
Não haveria tanta alegria nas nossas vidas.
Por todas as horas em que sofreste
À nossa cabeceira a mimar-nos
Sempre que estivemos doentes.
Tu!
Sim tu!
Não finjas que não entendes este agradecimento
Apesar de não teres nunca mostrado
Sei que rejubilaste com os nossos sucessos
E que sofreste com os fracassos,
Mais que nós próprios.
Nunca nos disseste para não seguirmos as nossas opções
Apesar de não concordares com algumas,
Sempre estiveste presente!
Nunca nos abandonaste,
Preferiste abdicar de ter uma vida mais activa,
De te divertires com os teus amigos
Para nos aturares os caprichos.
Sei que estás a pensar “Que exagero!”
Mas não é!
Por tudo isto e por tudo o que não disse
Obrigado MÃE !
05 ABR 96
Labels: Poema
Memórias 6
Transformas o lógico em ilógico
Tudo devido ao coração.
Transformas o racional em irracional
Tudo devido à paixão.
Transformas o fácil em difícil
Tudo devido à acção.
Transformas o bonito em maravilhoso
Tudo devido à razão.
05 ABR 96
Tudo devido ao coração.
Transformas o racional em irracional
Tudo devido à paixão.
Transformas o fácil em difícil
Tudo devido à acção.
Transformas o bonito em maravilhoso
Tudo devido à razão.
05 ABR 96
Labels: Poema
Memórias 5
Sem saber ver nada,
Começa a limpar por camada.
Sem saber onde se encontra,
Por alguém sem ser contra.
Sem saber que direcção seguir,
Com noção de para onde ir.
Apenas um fragmento de luz na memória,
Abre-se o nevoeiro em glória!
JAN 1996
Começa a limpar por camada.
Sem saber onde se encontra,
Por alguém sem ser contra.
Sem saber que direcção seguir,
Com noção de para onde ir.
Apenas um fragmento de luz na memória,
Abre-se o nevoeiro em glória!
JAN 1996
Labels: Poema
Memórias 4
Corpos pequenos,
Espalhados à sorte.
Momentos de loucura,
Pensamentos obscenos,
Levam à morte
A infância pura.
Espalhados à sorte.
Momentos de loucura,
Pensamentos obscenos,
Levam à morte
A infância pura.
Labels: Poema
Memórias 2
Fotografias…
Fragmentos de memória.
Mnemónicas de momentos vividos.
Momentos bons, maus, assim assim…
Uma criança brinca,
um abraço entre irmãos
(antes de partilharem despojos),
um rio, uma praia, um campo.
Um homem à sombra dorme,
momentos de glória,
momentos de alegria,
momentos sentidos.
Uma imagem do passado
eternizada num pedaço de papel.
Tem cuidado!
Não queiras em sal ser transformado!
21FEV96
Fragmentos de memória.
Mnemónicas de momentos vividos.
Momentos bons, maus, assim assim…
Uma criança brinca,
um abraço entre irmãos
(antes de partilharem despojos),
um rio, uma praia, um campo.
Um homem à sombra dorme,
momentos de glória,
momentos de alegria,
momentos sentidos.
Uma imagem do passado
eternizada num pedaço de papel.
Tem cuidado!
Não queiras em sal ser transformado!
21FEV96
Labels: Poema
Memórias 1
Ao ver as margens do rio,
senti vontade de fugir.
Para onde? Não sei…
Com quem? Não sei…
Quando? Não sei…
Toda a minha incerteza
faz-me vacilar…
Qual a margem segura?
Qual a margem da vida?
Qual a margem real?
Tudo não passa de loucura
viver constantemente no limite.
Não aportar,
nem à margem real,
nem à margem do sonho.
Não no limite,
mas entre duas margens!
Uma chama pela beleza da ilusão,
a outra pela certeza da realidade.
Mas o que é a realidade?
E a ilusão?
Nada mais que estados de espírito…
Noite de 19-20 Fev 1996
senti vontade de fugir.
Para onde? Não sei…
Com quem? Não sei…
Quando? Não sei…
Toda a minha incerteza
faz-me vacilar…
Qual a margem segura?
Qual a margem da vida?
Qual a margem real?
Tudo não passa de loucura
viver constantemente no limite.
Não aportar,
nem à margem real,
nem à margem do sonho.
Não no limite,
mas entre duas margens!
Uma chama pela beleza da ilusão,
a outra pela certeza da realidade.
Mas o que é a realidade?
E a ilusão?
Nada mais que estados de espírito…
Noite de 19-20 Fev 1996
Labels: Poema
